Sob estado de pânico a pessoa tende a se desconectar de sua experiência corporal e ficar assustada com o que sente. Há um afastamento de si, levando a pessoa a se ver como estranha, o que produz um sentimento de vulnerabilidade.
O corpo, que seria fonte de experiências vividas como parte do “eu”, passa a ser vivido como fonte de sensações perigosas. Ocorre desconexão entre consciência e corpo. A consciência passa a ficar identificada com o pensamento, se distanciando das sensações corporais. Este afastamento da experiência corporal acentua a ansiedade e o pânico, contribuindo para que a pessoa fique sempre assustada e receosa com as sensações e as reações em seu corpo (taquicardia, suor frio, etc).
Retornar ao corpo como sede da experiência subjetiva é fundamental para que a pessoa possa perder o medo do que sente, reconecte com o sentido de suas reações corporais e aprenda modos de influenciar seus estados internos (aprendendo modos de se acalmar, por exemplo).
Apesar de a pessoa querer “sumir”, não querer mais “habitar seu corpo”, o caminho para superação do pânico necessariamente implica em voltar à corporeidade, reaprender a linguagem das reações corporais e a linguagem das emoções.

24 Comments
  1. Felipe Maynard

    Bom dia
    Minha mulher está sendo submetidas a exames clínicos, mas o médico que a trata (Clínico Geral) está quase certo de que ela está desenvolvendo a Síndrome do Pânico. Gostaria de saber qual especialidade médica eu devo procurar para encaminhar minhas esposa. Moro no Rio de Janeiro, e se tiver alguma referência para indicar na área, agradeço.

  2. Artur

    Felipe
    Leve sua esposa a um psicólogo ou a um psiquiatra para uma avaliação. Duas opções boas de tratamento são: uma psicoterapia especializada (somente) ou uma combinação de psicoterapia e medicação. A psicoterapia é feita por um psicólogo e a medicação por um psiquiatra.

  3. Cristiano

    Tive crises de Pânico em 1998, após tratamento psicológico e medicação fiquei melhor. Esses sintomas voltaram em 2008. Nos exames clínicos não existem quaisquer alterações, sangue, coração em perfeita ordem. No entanto, a partir de 2008 comecei a novamente ter problemas dessa natureza. Só me sinto melhor deitado na minha cama e dormindo. Tenho claramente em minha mente o que me afeta. É o ritmo alucinante do trabalho e a pressão exercida. Falam para eu fazer exercício e outras terapias, mas não tenho forças para nada. Só quero chegar em casa e dormir. Só que o sono não é reparador. Sair do emprego é quase impossível, pois tenho família para cuidar, prestações para pagar. Será o caso de retomar a medicação?

  4. Suzy

    Sou ansiosa desde pequena, quando meus pais mudaram de escola e se separaram na mesma época. As crises foram ficando fortes até que entrei em terapia, aos 18 anos. Tenho 23 agora. Minha vida estava praticamente normal, com crises esporádicas, mas em dezembro passado elas voltaram e agora não consigo sair de casa nem para ir a terapia. Tranquei minha faculdade, saí da academia e não faço mais exercicios, terminei meu namoro. Estou quase vegetando. Como Cristiano, eu só me sinto bem na minha cama, dormindo. Estou tomando um sedativo e florais de Bach. Li a respeito do contato com o corpo e me identifiquei. Realmente a vontade que dar é sumir, fugir do corpo que se descontrola e causa tanto sofrimento, mas não dá… E realmente dá muito medo do próprio corpo, como se ele fosse uma coisa a parte capaz de me punir com ou sem motivo, quando e onde quiser. Gostaria de saber se seria bom fazer massagens, pisar em terra, grama, enfim, coisas que causem mais sensações e tragam essa consciencia corporal.

  5. Artur

    Cristiano
    Seria o caso de procurar um tratamento especializado. A medicação pode ajudar provisoriamente, mas uma psicoterapia especializada vai te ajudar a compreender o que ocorre com você e a superar de fato o Pânico.

  6. Artur

    Oi Suzy
    Estas atividades que você cita (massagem, andar na grama, etc) podem de fato ajudar. No seu caso parece que a coisa se iniciou com uma forte ansiedade de separação que evoluiu para o Pânico. Assim no tratamento vai ser necessário ajudar você a reconectar com seu corpo, quebrar a associação das sensações com perigo – perder o medo das reações de ansiedade em seu corpo – para você ir ficando livre das crises e poder lidar com os sentimentos de abandono, solidão, e desamparo que podem ter originado todo o processo.

  7. Juliana

    olá Arthur, agradeço a Deus e a voce a oportunidade de ler maravilhas sobre uma situação q também aos 25 anos de idade tenho enfrentado, estou me empenhando por melhoras e tenho melhorado, e gostaria de falar a todos q passarem por aqui, q uma excelente atitude a ser tomada junto com todas ja demostradas, é a entrega ao Deus vivo q tudo pode. obrigada Arthur, Deus o abençoe. Felicidades

  8. Rosa

    Sei bem o que é isso…
    Tinha 13 anos quando conheci os primeiros sintomas,e a caminhar no passeio, corri a pedir auxílio, foi algo que nunca consegui apagar da minha memória.
    Tive altos e baixos, mas sempre a tomar medicação, até que agora e depois de uma gravidez, voltaram as crises de pânico.
    Não é fácil gerir a nossa vida desta forma, fobias não faltam e ficamos muito limitados……por vezes até dá uma revolta…..sinto que ainda é um tabu na nossa sociedade, não se pode falar muito de como nos sentimos nem a qualquer pessoa!
    Gostei de encontrar este blog para poder partilhar os meus sentimentos e conhecer nova informação que me possa ajudar.

  9. Artur

    Obrigado Juliana !

  10. Artur

    Oi Rosa
    Obrigado pela visita.
    Pense em superar seu Pânico de vez.
    Uma pessoa pode ter temperamento ansioso, mas não precisa ter crises de pânico. É possível superar as crises com um bom tratamento.

  11. SEI COMO É DIFICIL TER S. DO PANICO, DEPOIS QUE TIVE HA 6 ANOS TOMO REMEDIO DIRETO ,NEM COM TERAPIA AMENIZOU!!!AS VEZES PENSO QUE NÃO TEM MAIS SENTIDO VIVER NUM MUNDO ASSIM ,NESSA SITUAÇÃO!!!PREFERIA TER MIL DORES EM QUALQUER LUGAR DO QUE (S.P.)

  12. Alda

    Dr. Arthur, estou encantada com este blog. Seu site também tem me ajudado bastante.

    Voltei a tomar os medicamentos e estou economizando pra voltar a terapia com o psicólogo. Mas queria compartilhar com o senhor uma sensação que tem me incomodado muito.

    Antes, eu sentia algum sintoma do pânico e logo tentava identificar o que havia desencadeado este processo, daí me convencia de que não era ameaça nenhuma e logo melhorava.

    De uns tempos pra cá já não consigo ter dores (ditas) normais sem achar que é enfarto ou parada cardíaca. Por exemplo, se tenho diarréia acho que é o me estômago e que dor de estômago é um dos sintomas do infarto. Se tenho dor no braço, logo penso que é enfarto. Noutro dia fiquei meio tonta, pensei, pronto minha pressão tá alta, vou ter um derrame… e por ai vai.

    Agora falando com o senhor, sei o quanto isso é absurdo, mas no momento, a gente fica irracional e, no meu caso, se isola do mundo.

    Houve momentos em que pedi meu marido pra me internar num sanatório, mas graças a Deus (como sempre) ele achou que eu estava tendo um “piti” e não me levou a sério.

    O senhor poderia me explicar porque ocorre isso.

    Alda

  13. Alda

    Continuando…

    Há muito tempo não fico doente, de outras doenças, comuns ao ser humano, pois todos os sintomas que tenho me levam a crer que é da sindrome do pânico e me isolo. As vezes fico até mal humorada, e agressiva.

    Me ajude a entender isso…

  14. rafa

    ESTOU PASSANDO POR PROBLEMAS DESTA ORDEM, POREM NAO CONSIGO ME ADAPTAR AOS MEDICAMENTOS… ESTOU DE FERIAS E VEJO MINHA VIDA MELHOR SE NAO VOLTAR PARA UM DOS TRABALHOS, ESTE QUE ME CAUSA STRESS. O QUE DEVO FAZER ALEM DA TERAPIA, POIS ESTA MEIO COMPLICADA MINHA VIDA EM GRUPO? NAO CONSIGO RELAXAR E CONVERSAR COM MEUS AMIGOS, MEU RELACIONAMENTO ESTA AFETADO COM ISTO TBEM. QUE TIPO DE ATIVIDADES ALTERNATIVAS DEVERIA FAZER?

  15. Cristiane

    Ola… estou passando por alguns transtorno da ansiedade que acredito ser a sindrome do panico… sempre fui muito ansiosa com tudo na minha vida. Tive algumas crises em junho do ano passado, fui encaminhada para o pronto-socorro que me receitaram um remedio antidepressivo muito forte. Tomei algumas semanas, me senti melhor e parei com o tratamento. Continuei sendo ansiosa, porem sem crises. Nos ultimos dias devido alguns acontecimentos me sinto estranha e voltei a ter algumas crises de panico, fico com medo de ir pra faculdade, geralmente tenho as crises lá. O que eu faço? Não quero voltar a tomar antidepressivo queria aprender a controlar minha mente.

    Todavia muito obrigada pela atenção!!!

  16. Marcelo

    Pessoal… fico feliz em saber que não estou sozinho!!! Recentemente li que aproximadamente 5% da população mundial sofre de transtornos de ansiedade e síndrome do pânico. Também sei que ninguém morrerá desse mal… UFA!!! Porém é muito desagradável… só quem passou/passa por esse problema sabe do que estou falando! Atualmente não estou tomando remédios. Já tive várias recaídas e estou pensando em voltar para a psicoterapia. Em resumo, precisamos aprender a conviver com o problema e a… relaxar!!! Estreitar o relacionamento com Deus também nos dá outra perspectiva!!! Abraços

  17. mirian

    Como é então voltar a sentir o próprio corpo, não sei mais o que fazer, pois não sei como o fazer, já tenho a síndrome do pânico, tantos sintomas o pior deles é a despersonalização que é 24 horas, e desrealização também, dentre outros horríveis, enjôos, sensação de asfixia, crises de pânico, estou assim há 16 anos seguidos e tive pela segunda vez, antes em adolescente ( passou – não lembro como ) e agora. Estou desesperada.

  18. Alexandre

    É “engraçado” como encontramos muitos relatos iguais ao que temos em mente. Eu sempre fui muito antenado em informação e meu caso parece muito com o do Cristiano. Muito trabalho, muito stress, carregando funções e tarefas até além da minha capacidade. E somado a isso ainda havia uso “abusivo” de maconha e alcool juntos, como um “relaxante”. Depois de um tempo, o panico voltou. Artur voce acredita que situações assim podem desencadear panico? Ou seja, não necessariamente algo ligado a la tras, ao passado, e sim algo atual e presente. Não que tenha algum problema quanto a isso, mas não me convenço que é outra coisa. Hoje parei de fumar, mas ainda bebo, mais moderadamente, isso ainda contribui para as crises? Ou agora é preciso re-estabelecer a quimica cerebral para voltar a uma vida normal?

  19. sa

    Olá quem quiser conversar a respeito dessa sindrome do panico me add meu msn sabrune2009@hotmail.com ja tive crises ja passei por coisas muito desagradaveis mais posso afimrmar que td passa e tem uma saída sim td é um processo mais para isso cada um tem que se ajudar por mais dificl que as vezes possa ser..ate Deus abenlçoe a todos ..ah so consegui mesmo superar muitas coisas porque conheci um alguem muito especial Deus.. abraços

  20. nelson

    tenho essas crises a 25 anos tomo medicamentos ,mesmo assim o sofrimento grande .Ultimamente e so trabalho e em casa ,acabei ficando anti social. gostaria de aprender lidar com esses sintomas melhor agora sei que muita gente na minha situaçao. gostaria de mais informaçoes que Deus proteja todos nois.

  21. Renata

    nossa, lendo outros comentários vejo que todos sintomas que tenho são muito comuns, já não sei o que fazer… passo com psiquiatra e terapias. tomo remedios, mas vira e mexe a crise volta! peço a Deus todos os dias para me ajudar e me curar, não estou com forças para trabalhar o que faço???? me ajudem…..

    • aline

      Comecei atet essas crizes em 2014 ja tem um ano e 2 meses procurei um psicologo tomei remedios dei uma melhorada parie de tomar remedio passou agora começou tudo de novo sinto meu coraçao acelerar patece q vou desmaiar sinto falta de ar parece q vou morrer é horrivel asensaçao é muito ruim parece q nunca vai acabar da vontade de dair cortendpo eu tenho q sair de casa pra melhorar as vezes acho q tenho alguma doença . Deus vai nos abençoar e vamos melhorar

  22. Bia

    Eu ando muito desanimada. Nao Tenho vontade nem de sair de Se arrumar. Eu penso que algo grave esta Por acontecer. Sinto fraquesa. Desconforto no coraçao. Um aperto Na garganta. Ja fiz exame completo de sangue. Dois eletrocardiograma. Deu tudo normal. Nao sei o que esta acontecendo comigo.

  23. Bia

    Meu nimero USA 1 (908) 328-2497

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