As pessoas com Síndrome do Pânico e outras formas de ansiedade frequentemente relatam se sentirem isoladas e desconectadas do mundo. Quando estamos muito isolados nos sentimos mais vulneráveis e expostos aos arroubos de ansiedade e desamparo. Deixamos de contar com um recurso valioso que é a regulação emocional através do vínculo.

Tente um experimento simples.

Preste atenção no seu corpo e veja como você está se sentindo, como está a sua respiração, o tônus dos seus músculos, observe as qualidades de sensações que emergem de seu corpo.

Agora aproxime-se de alguém que você gosta e confia. Toque esta pessoa – de preferência sem ela “saber” de sua intenção. Faça um toque que possa ser mantido por um tempo, pelo menos um minuto ou mais. Pode ser, por exemplo, segurando a mão da pessoa, tocando uma parte de seu corpo, encostando seu corpo no dela, etc.
Toque e deixe-se ser influenciado por esta conexão. Se entregue e permita que um corpo possa influenciar o outro.

Um resultado possível é você descobrir o efeito que um corpo exerce sobre o outro.
Através do toque, por exemplo, uma mãe pode acalmar uma criança ansiosa, um amigo consolar o outro desolado, ou um pai comunicar segurança (ou insegurança) ao cumprimentar o filho.
O toque tem um enorme poder de comunicação e de regulação dos estados afetivos entre dois corpos.

Pode ser que você se sinta melhor com este experimento e queira repeti-lo outras vezes. Pode ser que não seja uma experiência tão boa, mas que você queira repetir para aprender algo mais sobre você e sobre o vínculo com a pessoa que você escolheu.

Hoje o blog faz 1 ano. Motivo de comemoração! O feedback dos leitores tem sido muito positivo. Espero que este segundo ano seja produtivo e útil aos leitores.

6 Comments
  1. Alda

    Interessante… Um dia… entrei em pânico, bem no finalzinho da tarde… na escola onde trabalho… sai meio desorientada, pensando em como chegaria no hospital. No caminho econtrei-me com uma colega de trabalho… ela percebeu meu desespero e falou-me se poderia me ajudar. Me sentou num bando de madeira e começou a conversar comigo. Naquele momento a única coisa que eu não queria era falar… fiquei quietinha e confesso que não lembro sequer de uma palavra dela. Ela ali falando e eu arquitetando uma maneira de chegar até meu carro para correr para o hospital…

    Em determinado momento, ela ficou um pouco mais próxima de mim. Senti seu braço encostado no meu. Sem que ela percebesse me aproximei mais e fiquei ali, quietinha só sentindo o calor do braço dela. De alguma forma me senti protegida, pois fui me acalmando e o pânico passou.

    Tenho certeza que o contato fisico naquele momento foi o que me trouxe a realidade e me confortou. Ela, mesmo não sabendo, me salvou de mais um acesso de pânico e outro escândalo no hospital.

    Pois, vou contar um segredo: toda vez que cheguei no hospital com crise de pânico, fui direto ao consultório do pronto socorro e pedi pra ser atendida, sem prontuário, sem nada! Fui colocada pra fora algumas vezes, mas chorava tão alto, que me colocavam de volta.
    Depois do ocorrido… me dava conta da estupidez que havia feito. Seria cômico se não fosse trágico!

  2. oi, conheça o meu blog da síndrome do pânico,desde já agradeço a visita, obrigado.

  3. Parabéns pelo seu trabalho, depois de 3 anos de Sindrome do Pânico, só agora, após a última crise (dirigindo um carro com a familia) resolvi começar um tratamento sério, com rivotril e psicoterapia, vou fazer 1 mês de terapia, gostei do seu blog e suas colocações, uma pena não morar aqui no Rio. Mas estou confiante no meu tratamento.

    Obrigado.

    Fica com Deus,

    Jones Gedeão Heiderich Filho

  4. É muito bom ouvir outras pessoas falarem das suas experiencias…
    as vezes a vontade que eu tenho é de receber apenas um abraço, tão simples.
    Também tenho muito para contar nesses 10 anos de depressão e pânico, quem quiser pode mandar um e-mail para mim: angelapibicord@msn.com. Vai ser bom trocar informações e fazer novos amigos.
    Angela Souza

  5. Maria

    Bom dia!
    Quando tive as primeiras crises não sabia exatamente o que eu estava sentindo. Um dia fui na emergência aonde fui atendida e contei dos sintomas. Após fiz uma pesquisa na internet e achei o site, hoje é 1° vez que eu visito o blog. Achei muito completo e muito motivador! Começei o tratamento faz pouco tempo, mas estou com muita confiança de que vai dar tudo certo!
    Att.

  6. Lívia Gonçalves

    É a mais pura verdade.O carinho de mãe é reflexo da paz que Deus transmite,é palpável,é através deste amor que podemos encontrar a calmaria no momento de tensão,aflição e grande ansiedade.A noite,me sentindo acuada,vou logo pra cama da minha mãe,me encosto nas costas dela e tudo vai passando,devagar.Me sinto calma e muito protegida,poder inexplicável.

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