A ansiedade deriva de um sentimento de vulnerabilidade. Estar ansioso indica que me sinto sob alguma ameaça. O perigo/ameaça pode vir de dentro ou de fora de mim, pode ser um estado interno que eu não dou conta ou uma situação que oferece alguma ameaça para mim.

No estado de ansiedade este perigo é indefinido, mas vai ganhando contornos visíveis na consciência e vai virando medo: medo de morrer, medo de ter uma doença grave, medo de passar mal, etc. A ansiedade – emoção indefinida – tende a virar medo – emoção definida.

Há uma antítese entre confiança e controle. Quanto menor a confiança maior a busca de controle. Quanto maior a tentativa de controle, menor o sentimento de segurança e confiança.

O problema é que a atitude controladora vai levando a uma insegurança cada vez maior, pois as coisas, tanto de fora como de dentro de nós, sempre teimam em escapar ao controle. Quando percebemos já estamos reagindo a algo, nosso corpo já se apresenta agitado, o medo já está agindo dentro de nós, a emoção já se instalou. E o mesmo acontece com as preocupações, os pensamentos ruminativos, as lembranças intrusivas… como temos pouco controle de nós mesmos.

O eu, o ego é só uma película que fica entre um mundo grande fora de nós e um mundo grande dentro de nós. Nesta película está nossa pequena consciência, da qual temos um controle só parcial e num território menor ainda está aquilo que podemos controlar. O caminho não está em aumentar o controle, mas em buscar diálogos e harmonia, harmonia com o mundo externo e harmonia com o mundo interno.

Assim frente a ansiedade, uma emoção que sinaliza que nos sentimos vulneráveis, precisamos (1) observar e aceitar a emoção e (2) buscar as razões e disparadores desta emoção-sinal.

O que está nos ameaçando? Uma ameaça real? Uma avaliação equivocada de nossa capacidade de lidar? Uma catastrofização que exagera a avaliação negativa das consequências de um evento? A repetição de um trauma que não nos abandona?

Aceitar a ansiedade e rever seus disparadores vai permitindo que ela vá se assentando em dimensões menos sofridas, vai nos harmonizando com os mundos de fora e de dentro, vai potencializando a confiança e diminuindo a atitude de controle.

25 Comments
  1. Alexandre

    Muito bom! That’s it!! Hoje pensei sobre isso controle, falta de confiança, etc. Inevitavelmente consigo me identificar, que a falta de confiança, gera a necessidade de controle para a fuga de uma rejeição, e isso acaba numa consequente crise de ansiedade.

  2. Pedro

    Excelente blog. Continue publicando textos, que como esse, nos ajudam a entender melhor a situação. Sindrome do Panico é coisa mais terrivel que aconteceu na minha vida, mas Deus é justo e se preciso passar por isso é para me tornar uma pessoa melhor. Obrigado

  3. Sempre tive a necessidade desse controle, edaí um medo absurdo que me acompanha desde a infancia, de morte e fim do mundo. Fui diagnosticada com sindrome do panico aos 20, mas so tomei remedios por um tempo, pois nao estava fazendo acompanhamento psicologico. Na epoca só me dava falta de ar do nada, insonia e muito muito muito medo. Mas mudei de cidade esse ano, muitas coisas novas, medo de estar sozinha, me virar sozinha, e há exato um mês tive um ataque muito forte, com taquicardia, e formigamento, que ja estava sentindo qdo ficava meio ansiosa, mais passava, nesse dia estalou, sorte q estava com meu namorado, mas tive que sair quase correndo, desesperada achando q ia morrer, e so piorava o coraçao e formigou ate minha cabeça, nao conseguia ficar dentro do metro, shopping, nada.
    Isso foi num sabado, na segunda encontrei o seu site, como estou sem convenio temporariamente, nao posso ainda voltar pro tratamento, terei que aguentar assim por mais um mes. Porém, desde que leio seu site, me sinto mais tranquila, nao senti mais formigamento, nem taquicardia, só as maos que ficam mto geladas quando fico ansiosa, dores musculares pq fico mto tensa, pontadas com gazes q nao saem, nao sei se tem a ver. Mas tenho até conseguido nao me descontrolar.
    É a pior sensação que ja tive, esse desespero de nao querer morrer e parecer que vai, e querer controlar, e nao saber oq ta acontecendo.

    Enfim, muito obrigada pelo site.

  4. Cris

    Nossa, lendo estes posts me identifico completamente… este desepero que se instala e a falta de controle sobre o que pode acontecer… isso é desesperador! Foco com medo de adoecer, tenho medo de me aproximar de pessoas doentes, medo de que eu não consiga cuidar de mim mesma no futuro, medo de não conseguir cuidar dos meus pais quando eles precisarem, medo de ficar sozinha, medo do mundo… estou tentando me erguer, tanta ansiedade já me causou problemas físicos, como é difícil lidar com isso! É um sofrimento quase que silencioso pq a maioria das pessoas não compreende, acha que é frescura, é bobagem… mas só quem sente isso sabe o que é! Muito obrigado pelos posts, eles têm sido esclarcedores…

  5. vanessa

    Tem horas que penso que não vou conseguir criar meu filho,pois sinto tanto PANICO,acho que estou vivendo sul real….

  6. Alda Ribeiro

    100 x 70 é o quanto está minha pressão arterial agora! Ufa!

    Ainda bem!

    Desde 2006, quando comprei o aparelho, um ano depois do diagnóstico da síndrome do pânico, é o que faço com mais frequência, acho até que meço mais minha pressão do que me alimento… Péra aí! Mas não foram 5 anos ininterruptos, não!

    Passei, acho, um ou dois anos, entre 2008 e inicio de 2010 sem tanta medição. Eu explico:

    A primeira vez que entrei em pânico foi porque minha pressão estava 17 x 10 e eu não tinha dinheiro pra pagar o remédio no Hospital na qual era conveniada. Mas não pensem que desde aquela época eu sabia disso… Não… Foram necessários exatos 5 anos de psicoterapia para que eu descobrisse o que me causa tamanho medo. Na verdade, a “falta de dinheiro” foi o estopim pra explodir um medo horrendo que eu carre(gava) comigo, desde que fiquei sem minha mãe, aos 18 meses de idade. Verdade” Minha mãe morreu e eu ainda era bebê. Meu pai viúvo, casou-se com outra no ano seguinte. Dai vieram os filhos “deles” e eu fui ficando à mercê da familia… bla bla bla bla!

    Mas sempre enfrentei tudo, absolutamente tudo, com garra e determinação, tudo que tenho e sou é mérito meu e do meu Deus.
    Não, meu pai pagou parte da faculdade… é verdade! Enfim!!!

    Comecei esse pequeno relato pra ilustrar como é dificil lidar com a sindrome do pãnico e a ansiedade generalizada, que é pelo que estou passando agora.

    Mas vamos ao que interessa: Chega de ceder aos sintomas, chega de correr pro hospital, chega!!!

    Hoje tive um episódio de “medo extremo”, tentei identificar, não consegui… já ia medir a pressão, daí pensei: tomei o Ablok de manhã, tô tomando o alprazolam de noite e o maxapram depois do almoço, porque minha pressão subiria? Meu indices de colesterol, triglicerides e glicose estão ótimos! Não vou medir coisa nenhuma, e não medi mesmo… Engraçado, os sintomas sumiram, assim como vieram, se foram. Passei a tarde toda numa boa. Fiz tudo o que tinha pra fazer… e tô aqui escrevendo… Mas, quando acessei o site… puxa vida! O coraçao disparou, a mão direita dormente, uma falta de ar… ai ai ai! Mas tô com medo do quê? Tentei fazer a associação de situaçao e sintoma, nada… me rendi, fui medir a pressão: 100 x 70. Vai entender!

    Síndrome do pânico não mata! Se a gente tomar os remédios direitinho, segurar nas mãos de Deus e acompanhar com um psicólogo pra descobrir o que desencadeou os acessos, tem cura, viu?! Ah! E o plano de saúde tanto paga as consultas ao psiquiatra quanto às do psicólogo, é só requerer.

    Um beijo!

    Fiquem com Deus!

  7. Magda

    Hei Artur, vi você na TV, gostei da matéria, bem explicado. O blog também é bem legal,vou recomendar. SUCESSO e apareça mais, e bjos Magda

  8. Juliana

    Olà, gente, olá, Dr Arthur, a muito tempo nao venho aki, minha filha está de 8 meses, quase 9, fiqei desempregada e estou de novo em meio ao panico, ai q horror tudo de novo, sensaçções horrorosas, nao sei mais o q faço. so sei q tenho que fazer, sei d todos os metodos pra melhorar, eu tento faço, mas parecem q nao valem, e o dia amanhece e anoitece e eu lutando contra mim e meus pensamentos, sozinha eu e minha filha, so em Deus, as vezes bem, e maioria das vezes mau, mas enfim, sobrevivendo, fike em pazl, ótimos textos.

  9. vasco palmeira

    Olá!!! Será que me podem dizer se a ansiedade provoca um acelaramento dos batimentos cardiacos? É que eu sempre sofri muito de ansiedade, e regularmente sou medicado, pois, por vezes os sintomas são muito fortes, e agora à noite quando me deito sinto o coração a bater mais perto e um ardor na garganta, será também isto derivado da ansiedade?

  10. guilherme

    Aff, como somos frageis, como queria nao estar passando por isto, uma ansia enrome, medo de algo que nao conheço….mamae doente e eu lutando contra uma doença mental, emquanto ela com cancer.
    Que injustiça da minha parte, ….

  11. Miriam

    Dr. Artur:

    Obrigada pelo seu blog que está me ajudando a entender melhor a crise de pânico e aplicar os ensinamentos. Muito humano e comovente a sua preocupação com a dor do seu próximo.

    Míriam

  12. Gislene

    Boa tarde à todos!!!!
    Em especial ao Guilherme…..lí seu post de 25/7 e também estou passando pelo mesmo….é exatamente isto: Tão injusto da nossa parte, pois é puramente psicológico…enquanto que sua mamãe, assim como meu papai amado estão lutando contra uma terrível doença…
    Mas, mesmo diante deste disparate, existe algo muito importante: Nem nós e nem eles escolheram ter isto tudo….então assim: Tudo passa….o que nós temos, o que nossos amados têem…..o mais importante de tudo é acreditar….é ter coragem…não podemos nos deter diante da SP e nem do câncer…Tenha Fé em Deus e Lute……Com certeza, mais dias, menos dias, seremos socorridos….Dr. Artur, obrigada por tudo que tem feito por mim….

  13. Gostei bastante deste post… acho que o problema maior de quem tem sindrome do pânico ( inclusive eu) é querer ter controle sobre tudo.. sobre os acontecimentos da vida, sobre a morte… mas a partir do momento que percebemos que ña verdade não temos controle sobre nada e simplesmente “deixamos as coisas acontecerem”, uma sensação incrivel de relaxamento surge. Tá certo que não consigo fazer isso sempre, mas quando consigo me sinto vitoriosa e animada para tentar mais vezes. O importante é lembrar que pânico não mata ninguém, não precisamos controlar tudo e acreditar que o melhor acontece para nós. Vamos tirar essa experiência com o pânico pra nos tornarmos pessoas melhores. PAZ!!

  14. Mariana

    Dr Arthur o que faço? a ansiedade mata doutor ?? tenho medo de morrer , e sinto muito tontura bjus

  15. Paulo Inácio

    …”Aceitar a ansiedade e rever seus disparadores vai permitindo que ela vá se assentando em dimensões menos sofridas, vai nos harmonizando com os mundos de fora e de dentro, vai potencializando a confiança e diminuindo a atitude de controle.”

    Concordo a 100% com você Dr.
    Problema que não consigo identificar os disparadores, não consigo entender o porquê desta ansiedade.
    Sofro de Pânico sem quase Agorafobia à mais de 7 anos. Andei sempre medicado sem psicoterapia. Perdi meu trabalho porque não consegui suportar mais a ansiedade. Agradeço ajuda. Grato pelas suas dicas!

  16. Anselmo

    Perfeito, doutor. Eu já havia percebido essa questão do controle vs confiança. Tive minha primeira crise de pânico em 2008. Sempre fui muito ansioso, mas depois que saí de casa em 2006, a ansiedade foi aumentando. Desenvolvi vários medos, medo de avião, medo do prédio em que morava desabar, medo de ser atingido por um raio na rua quando chovia. Todas essas situações estavam relacionadas à ausência de controle. Por exemplo, não sinto medo de dirigir (porque estou no controle), mas sinto medo de ser passageiro. Quando voltei pra minha cidade, sofri um assalto com a minha noiva. Poucos dias depois, eu estava dormindo e de repente me veio aquela falta de ar. Pensei que estava tendo um infarto ou um AVC. Meus braços formigavam, minha visão querendo escurecer, como se eu fosse desmaiar (mas não desmaiava!). Fui direto para o pronto-socorro cardiológico: pressão normal, ecg normal, batimentos um pouco acelerados. 15 dias depois, outro ataque, e novamente pronto socorro e tudo normal.

    Fui a um médico, e ele me passou rivotril para aplacar a crise. Tomei pouco menos de um mês, fiquei controlado. Desde então, começou uma luta que já dura 3 anos. No início, era medo de ter uma doença grave. Tive todos os sintomas possíveis: dor de cabeça, dores nas costas, dos no estômago. Às vezes achava q tinha câncer, outra que tinha um problema cardíaco, e meus exames todos normais.
    Superei essa fase, e já tem alguns meses que não tenho uma crise. Mas ainda tenho sintomas, que aprendi a “deixar acontecer”, principalmente tremores e desconforto abdominal. Cessaram os “nós na garganta”, a sensação de que ia parar de respirar, as dores de cabeça. Percebi essa questão que o doutor falou, da confiança. Quando começo a sentir algo, penso “se eu tiver realmente um treco, que aconteça. As pessoas me levarão ao hospital, eu não terei como controlar.”
    Mesmo assim, preciso dar esse passo para além do controle das crises. Percebo que o principal fator são os pensamentos negativos. Acordo de manhã muito bem, mas basta eu pensar “será que vou sentir algo hoje?”, e os sintomas começam a vir. Sinto que preciso tranquilizar minha mente, mas ainda não sei como… Nunca procurei um serviço psicológico. Tenho medo de me passarem remédios, de precisar ser internado, do que as pessoas vão pensar de mim. Sei que esse é um problema interno meu, que me acompanha desde criança. Ele está apenas exacerbado, e preciso aprender a conviver com ele, ter uma atitude diferente com a vida.

    • Thiago

      Anselmo,
      Seu depoimento me trouxeram lágrimas aos olhos. Porque vi que não estou sozinho, que a via crúcis que você passou é a mesma que eu enfrento há um ano e meio.
      Que Deus nos ajude a enfrentar esse monstro invisível.

      • Joice

        Tive minha primeira crise há 2 anos atrás. Foi ao me deitar, começaram a vir pensamentos horríveis e de repente, meu comecei a sentir falta de ar e o meu coração a disparar, parecia que ia sair pela boca, fiquei assustada e pedi ao meu marido que me levasse ao hospital (ele não entendeu nada). Ele foi me acalmando e então adormeci. No dia seguinte me sentia estranha, tremendo, tentando entender o que havia ocorrido. Depois de uma semana, voltei a ter os mesmos sintomas na hora de dormir. Desta vez fui ao pronto socorro, achava que estava enfartando. Fiz exames e nada foi identificado. Entendi que estava vivendo um momento de estresse e que eu deveria desacelerar. Mas, os sintomas continuaram aparecendo, medo de tumulto e então procurei na internet os sintomas da sindorme do panico. Pronto, tudo piorou… não conseguia acreditar que EU estava com essa doença. Achei que iria tirar de “letra”, mas nada, foi se agravando, já não conseguia mais nem andar de metrô, muitas vezes eu desci apavorada. Pedia misericórdia a Deus, pois já não aguentava mais, ligava o tempo todo para o meu marido, pois somente assim me sentia segura. Depois de sofrer por 1 ano e meio, resolvi procurar ajuda de um psicólogo e psiquiatra. Estou me tratando a 7 meses e já me sinto muito melhor. Já não ligo mais para o meu marido pedindo socorro, consigo andar de metrô e fiz até uma cirurgia para a retirada de um mioma uterino, e para minha suspresa no dia da cirurgia fiquei muito tranquila. Hoje consigo ver uma luz no fim do túnel, sei que vou conseguir, mas é preciso ter paciência e compreender a sua doença. Isso não faz da gente uma pessoa fraca, mas como todo ser humano, ter suas fraquezas. Boa sorte a todos. Não desistam jamais.

  17. clayton

    boa tarde a todos ,
    comecei tendo uma falta de ar e minha pressao subiu muito dai em diante comecou o martilho, fui varias vezes ao hospital achando que estava infartando, aferia minha pressao diariamente com medo dela estar alta . Mas um dia comecei a perceber que nao era comum pois nunca tive problema algum de saude, fiz varios exames cardiologicos e como eu ja sabia estava tudo normal . Ai foi quando meu cardiologista me disse que eu poderia ter adiquirido uma sindrome do panico desse dia em diante venho em uma luta constante contra meu subconciente . Mas estou tranquilo pois sei que na vida tudo passa e deus estara sempre me guiando . que deus ilumine a todos !!

  18. ola me chamo juliana tenho 24 anos tive depressao com sindrome do panico,é um a sensaçao horrivel fiz um tratamento pois minhas crises de panico acontece sempre qdo me sinto sozinha ou em lugares fechados e quando consigo um serviço nunca fui assim sempre corri atras dos meus objetivos mas apartir de marco de 2011 nao sou mais a mesma pessoa qdo consigo um serviço me da um panico uma coisa horrivel vontade de morrer e que vai acontecer algo comigo no serviço e nao consigo me controlar pois gostaria de uma orientaçao obrigado …

  19. Seus textos me deixam emocionada. Me ajudaram muito no meu contínuo momento de superação. Sei que estou melhorando, mas ainda falta para eu chegar à cura.
    Sempre leio o seu blog e me identifico com várias situações aqui expostas. Obrigada !! Continue escrevendo.

  20. Sergio Henrique Spigotti

    por mais que você ache que aceitou a ansiedade, você continua na fobia de que algo ruim vai acontecer e o que você sente é uma doença grave.. quer dizer que não a aceitou:
    to fazendo tratamento com um anti-psicótico e pretende que meu psicologo me indique uma psicoterapia..

  21. Jeferson

    Quando entro nesses sites como o seu me sinto seguro. Pois sei que eu nao estou sosinho neste pasadelo chamado sindrome do panico. Realmente eu nao desejo isso pra ninguém. É a pior sensação que existe. 24 horas analisando as batidas do seu coração colocando a mão e sempre se preoculpando com o que vai comer pensando que pode gera uma crise. Sem falar no medo intenso de ter um derrame. Nem mesmo os hipertensos são tao preoculpados com sua pressão como uma pessoa com sindrome do panico obssecada pela sua saúde e bem estar. Sofro desse mal desda infancia porem ela sumiu por algum tempo eu nem lembrava mais dela. Porém em um dia de trabalho tomei um cataflam e passei muio mal e pensei que aquele seria o meu último dia de vida. Meu coração bateu muito forte e doia bastante minha pressão eu nao sabia explica-la suor por toda parte e nao conseguia tirar da cabeça que eu poderia morrer ou ter um derrame a qualquer momento. Desde esse dia minhas crises de panico lá da infância voltaram com toda potencia. E nunca mais fui o mesmo. Era estudioso e cheio de expectaivas para com a vida e ria bastante. Hoje sou cauteloso ao extremo com minha saúde e ás vezes até evito certas situaçãoes que acho q ´vão me dá um ataque como por exemplo correr ou até assisitir filme de terro. Realmente minha vida mudou de uma forma que não sei descrever o qual me sinto abalado com tudo isso. Sempre tive extremo medo de morrer de uma doença cardiovascular e como a sindrome do panico parece muito com os sintomas de uma doença vascular nao consigo tirar da minha cabeça que possa ser um derrame ou um ataque cardiaco acontecendo sempre fui medroso com isso nao sei o motivo. Embora o meu pai tenha tido transtorno do panico confirmado. Ainda bem que tenho Deus ao meu lado se nao ja teria entrado em depressão. Espero com a ajuda dele e claro fazendo a minha parti. Um dia ser curado por completo dessa mácula na alma. Quando issso acontecer eu prometi para mim mesmo que serei a pessoa mais feliz do mundo pois quando temos isso sentimos que o mundo que vivemos não tem mais graça so pensamos em ter crises denovo e ficamos o dia todo vigiando o nosso corpo é horrivel. Bem espero poder apreciar um por do sol e brincar e me diverti com meus amigos um dia sem me preoculpar se posso morrer a qualquer momento. Espero que meu comentario tenha se encaixado com o de alguma pessoa que concerteza está analisando esses comentários agora como eu também fiz. Pois cada um tem a sua história e medos diferentes. O que eu desejo aqui é ajudar e poder dizer que não estamos sosinhos nessa batalha pq muitos nao entendem só quem´entende é quem ja sentiu isso. Embora pareça algo maior do que a minha compreensão consciene porque é mesmo. Eu sei que um dia eu irei vencer com a ajuda do senhor. Quem quiser me liga para conversar sobre isso ficarei muito feliz em conversar sobre isso pq ajuda mt. Meu numero é 9991415322 . Tenham deus nessa batalha e não esqueçam não estão sosinhos nessa.

  22. Nossa Anselmo eu morro de medo de ter um AVC no começo também era de ter um infarto mais depois de muito dinheiro gasto com exames e nada detectado eu melhorei e parei de sentir os ”sintomas” do infarto e comecei a pensar que posso ter um AVC mais eu morro de medo mais não quero acreditar que tenho isto sempre fui muito saudável tinha um futuro no esporte que infelizmente interrompi por causa da ansiedade/ S.panico
    fiquei muito feliz de ler os comentários de vocês e saber que não sou o único que tem estes sintomas mais gostaria de que vocês pudessem fazer contato comigo em alguma rede social para que possamos trocar ideias e tentar ajudar uns aos outros meu Facebook esta ai espero que vocês possam me adicionar!!

  23. renan elias

    estou passando por uma fase um tanto complicada,quando criança e na adolescência eu era muito tímido mesmo, porém sempre tive curiosidade de como me livrar dessa timidez e encontrei recursos na internet mas nunca tive a disciplina e determinação para me livrar desses sentimentos ruins. A algum tempo atrás descobri que essa timidez pode ser originada pela ansiedade e falta de confiança que eu possuo em mim mesmo, talvez esteja ai nessa maldita ansiedade que não me deixa planejar e executar a minha vida do meu jeito.
    Estou buscando a solução para esse mal o mais rápido possível pois pressinto que minha vida está chegando ao fim se eu não tomar uma atitude urgente.
    me ajudem por favor

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