Chega um momento no tratamento do Transtorno do Pânico em que a pessoa não tem mais crises. Ela está livre daqueles ataques de pânico que causavam um sofrimento intenso e limitavam tanto sua vida. Sem dúvida uma vitória muito importante foi obtida. Porém engana-se quem considera que o tratamento psicológico esteja completo com o fim das crises.

O que a observação clínica aponta é que muitas pessoas ainda continuam a viver limitadas por outros sintomas de ansiedade, não tão agudos e dramáticos como os ataques de pânico, mas ainda assim produtores de considerável sofrimento. A pessoa não tem mais crises de pânico, mas continua a apresentar sinais claros de ansiedade: expectativas de que o pior aconteça, medo de sensações e emoções mais intensas, comportamentos de evitação, etc.

Por exemplo, a pessoa percebe que frequentemente está alerta, esperando pelo pior, com pensamentos automáticas negativos e fantasias catastróficas em relação aos eventos de sua vida.

É comum a pessoa ainda se assustar com o que sente, não mais a ponto de ter uma nova crise de pânico, mas o suficiente para ela ficar inquieta e desconfiada de que tem algum problema sério, alguma doença, algum outro problema psicológico.

Livre das crises de pânico a pessoa volta a fazer muitas coisas que não fazia antes, mas é comum manter algumas estratégias de evitação, como evitar alguns lugares ou situações onde a pessoa teme que possa ainda vir a passar mal.

A observação clínica parece indicar que estas pessoas permanecem mais vulneráveis a recaídas após algum evento ou situação estressante. Na verdade elas ainda estavam bastante desreguladas, apenas não o suficiente para apresentar as crises de pânico.

Temos que trabalhar para que a pessoa caminhe além da superação das crises, que possa aumentar muito sua capacidade de tolerar estados de ansiedade, que desenvolva maior capacidade de auto-gerenciamento e mantenha uma sintonia fina com seus processos internos e sua vida.

13 Comments
  1. Bom dia, pela primeira vez li algo assim, que explicasse minhas sensações mesmo sem as crises de pânico. É exatamente isso, posso não ter mais as crises, ao menos frequentemente, mas convivo diariamente com esse medo, com os pensamentos negativos, catástrofes envolvendo a mim e a minha família… não sei de que forma posso controlar isso, mas continuo em busca. Obrigada pelo post, agora que descobri o blog vou acompanhá-lo! Abraços.

  2. JG

    Quanta verdade no que escreve! Continue a ajudar-nos.

  3. Dayse

    Bom dia Dr. Artur, tudo bem?

    Como muitas pessoas descreveram acima, acompanho de bem perto um caso de pânico, com exatamente todos os sintomas, alguns até piores. Minha parceira tem crises fortes, em alguns dias esta ótima, em outros desfalecimento total. O Sr. tem alguma indicação aqui em SC (Itajai-Balneario Camboriú)? Preciso encontrar um profissional urgente para nos ajudar.

    Agradeço atenção, e aguardo um retorno.

  4. ANA Maria Alves de Lima

    Estou com problema familiar……. enorrmeee…..COMO TRATAR UMA PESSOA COM PANICO E SEUS TRANSTORNOS , SE A MESMA TEM PANICO EM TOMAR O REMÉDIO QUE NECESSITA PARA O TRATAMENTO?…. ISSO TEM CURA????

    • Carla

      Maria Alice,
      Como portadora da Sindrome do Panico, estabilizada pelos remedios e terapias, aconselharia, se a pessoa no caso for vc mesma, procurar apoio psicologico. Se for um familiar, tentaria colocar a medicação na alimentação, apos os primeiros resultados dos remedios, esse medo diminua e ele passe a aceitar gradativamente as drogas. Boa sorte!

  5. ANA Maria Alves de Lima

    ONDE ESTÁ ESTE TRATAMENTO????….. POR DEUS….AJUDE-ME??? SOU DO PARANÁ.

  6. Vanessa

    Olá…
    É a primeira vez que entro nesse blog e gostei de ver os comentários de vcs. Isso me ajuda a reafirmar que não exuste só eu com esse problema.
    Gostaria muito de ficar bem, de me divertir sem ter medo de dá um passo a frente, de não me preocupar com besteiras, de, mesmo tomando os remédios, ter um medo terrivel, como estou sentindo agora, de ter uma peneumonia inespecífica. Seria engraçado se não fosse trágico! Enfim, não sei ate qdo isso vai continuar. Só peço a Deus força e iluminação pra continuar em frente.

    Beijos para todos…

  7. jessika eleonor dias

    é disso q eu preciso me fortalecer como faço?????

  8. jheinny sarah

    depressao tem alguma coisa haver com ataque de panico?

  9. willian morais

    meu nome é willian morais moro em varjão de minas tenho 22 sou vereador suplente!
    estou a ponto de me curvar diante da minha dificuldade perante a sindrome do panico peço encarecidamente que me ajudem mandem novas dicas tratamentos alternativos so quero ser curado deste mal tão mal que ninguem imagina ser tão intenso e dramatico desde ja agradeço a todos! williantampinha@hotmail.com

  10. juliana

    Olá Dr Artur, que graça é poder ter o sr pra nos orientar, excelente postagens, Deus lhe ilumine sempre. Que alivio saber disso. minhas crises estao superadas, mas a ansiedade e outros sintomas nao. entao, estamos no aguardo de uma nova postagem para irmos firmes superando esses outros sintomas. um abraço.

  11. Carlos Alberto

    Olá a todos. Tenho 55 anos e a 4 faço tratamento para transtornos de ansiedade. Não me sentia deprimido nem medroso, só ansiedade. Meu analista achou que não era necessário medicação e que a psicanalise resolveria, foi um engano e o quadro passou de ansiedade a pânico. Hoje acordei e logo em seguida muitos pensamentos me ocorreram e aí uma crise de pânico terrível. Foi meu presente de papai noel, mas penso que só ocorreu porque meu analista pediu pra não tomar o ansiolítico. Entendo o que ele pretende pois vejo aqui no blog as mesmas instruções que ele me dá, encorajamento, vivenciar a experiencia como assistente, enfrentamento etc e tal, só que as vezes funciona noutras, não.

  12. VERONICA

    Nunca pensei que um dia passaria por isso.Na verdade abriguei por anos um misto de depressao,ansiedade generalizada e sindroma do panico.Eu tinha medo que as pessoas me julgasse de forma preconceituosa,mas eu ere o preconceito em pessoa.Gostaria de aproveitar esse espaço para incentivar outros á buscar ajuda,sem preconceito.Estou em tratamento ha quase dez meses e a melhora ja é visivel.Vale a pena.LEIO TUDO QUE POSSO SOBRE O ASSUNTO.Ainda vou melhorar muito.Vamos.

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