Uma pessoa cronicamente ansiosa vive em estado de alerta, em estado de ameaça, preparada para que algo possa dar errado.

A pessoa vive num estado reativo, um estado de prontidão para responder ansiosamente a partir de padrões cristalizados no passado. Por exemplo, para uma pessoa com Transtorno do Pânico qualquer estímulo interno pode reativar a ansiedade de uma possível crise de pânico. Para uma pessoa com Transtorno de Estresse Pós Traumático, uma situação pode reativar emoções intensas de traumas vividos. Para uma pessoa com Transtorno de Ansiedade Generalizada, a vida é sempre imaginada como carregada de riscos, ameaças e problemas.

Neste estado de alerta há pouca abertura para experiências novas. A pessoa vive em predisposição para o perigo, onde as experiências facilmente disparam ansiedade, pensamentos negativos e reações fisiológicas de estresse.

Estes padrões cristalizados de alerta e ansiedade tornam a vida da pessoa uma sucessão de experiências repetitivas e carregadas de sofrimento, acompanhadas de uma tendência a comportamentos de recuo e evitação.

É importante sair deste estado reativo e aprisionante e caminhar para um estado receptivo. Enquanto o estado reativo é de repetição automática de padrões (de alerta, de ameaça, de luta e de fuga), o estado receptivo é um estado de abertura ao novo, onde o encontro com o que se apresenta pode despertar respostas inéditas, diferentes do padrão habitual. No estado recetivo há disponibilidade para os encontros e maior clareza na percepção da realidade.

Mas como caminhar de um estado reativo para um estado receptivo?

Precisamos de práticas diárias, o método que realmente funciona para mudanças desta natureza, técnicas praticadas com constância. Precisamos criar presença, trabalhando a mudança do eu centrado no pensamento (eu que pensa) para o eu centrado na experiência (eu que observa).

Como a pessoa ansiosa é escrava dos cenários futuros negativos que sua mente cria, criar presença afeta duas questões centrais:

1 – ajuda a pessoa a parar de sofrer por antecipação

2 – a coloca em contato com aquilo que ela realmente precisa começar a tolerar, sejam suas reações corporais ou os sentimentos de abandono e desamparo.

Criar presença é um passo fundamental para desativar o estado de alerta e entrar no estado receptivo, estar presente na vida.

10 Comments
  1. Will

    No youtube vi dois casos, dois caras que conseguiram eliminar a síndrome do pânico e contaram como foi o processo. Apesar dos sintomas serem os mesmos, varia de pessoa para pessoa a forma com a qual a pessoa se livra do problema. Varia muito, personalidade, estilo de vida, classe social… enfim. Não é algo fácil. Desses dois caras, um conseguiu se livrar do problema através da religião, com a fé em Deus, passou a frequentar a igreja e tudo mais. O outro, encarou os seus medos e mudou sua forma de viver e ver as pessoas, diz ele que o sentimento de amor para com ele mesmo e para com o próximo, foi o fator primordial para sua “cura”.

    Julgando os dois casos que citei, não irá me ajudar, pois não sou religioso, alias, não gosto de religião. Sentir amor pelo próximo, mas não de boca pra fora, ter realmente esse sentimento forte pelos outros, que nem ao menos conheço ou para aqueles que conheço mas não me importo tanto, também é algo muito difícil. Na verdade, esse sentimento só tenho pela minha família. Vou ter que encontrar uma maneira, quando conseguir posto aqui. Mas já consegui essa semana reduzir bastante, não eliminei… mas já é um passo para a vitória. Ou não, mas é aquele negócio, render-se jamais!!

    • andrea duarte

      oi desculpe memeter,mas já experimentou exercício? nem que seja uma simples caminhada? faz milagres…posso dizer isso por experiência própria….eu agora além dos esportes que faço descobri o ballet…durante 1:30min eu sou uma pessoa feliz, livre de qq ansiedade…
      mas claro, ainda não estou curada…é só uma sugestão

  2. Will

    Algo de novo que está me ocorrendo é que estou ficando tremulo. Antes eu não ficava tremulo o tempo todo, agora fico. No trabalho fui colocar assucar no café, derrubei tudo da colher em cima da mesa, por causa da tremedeira e na frente dos outros. Situação desagradável. Acho que é porque ando dormindo muito pouco também.

  3. Simone Alves

    Olá,
    Há cinco anos atrás, tive uma crise de desespero total. Muitos momentos de sensações estranhas, insegurança, falta de atitudes, meu corpo, ânsia. Cheguei a comentar com familiares: preciso de ajuda. Só veio a resposta, num dia de uma crise muito forte. Psiquiatra e Psicóloga, remédios e eu, pois a família duvidava.
    Segundos, minutos, horas, dias se passava e eu acostumava com a situação, até que consegui me libertar dos medicamentos, e voltei a viver na sociedade, mas não como uma pessoa normal, aos olhos da sociedade, com isso não demorou muito voltei a tratamento médico, por insegurança e exigência, foi escolha que me fizeram me sentir mal. Então me tornei uma pessoa sozinha na vida sentimental, aceitava os remédios, não vivia sem eles, até encontrar um amigo que me fez perceber, que o que sentimos, não podemos trocar, por agrado a ninguém e e que não podemos ignorar os sentimentos que nos faz ver com clareza as coisas externas.
    Hoje, vejo que, aquele momento horrível, não era o começo de uma depressão, com síndromes: fobia, social e medo. Vinha sendo destruição a mais de 22 anos, desde meus 5 anos de idade. A consciência entrou, para enfrentar os problemas que eu mesma criei, e me tornar controladora de minha visão. É uma tarefa desafiadora, difícil, mas acredito que tudo é possível, pois quero continuar a viver eu mesma. Estou aprendendo muito comigo. Tem muito a aprender e enfrentar, mas sinto que estou perto de conseguir, meu controle: viver e aprender com situações alegres, triste.
    Depende de como se vê.

    • andrea duarte

      oi…
      você poderia me dizer como está conseguindo fazer isso? pois quero muito me livrar dos remédios para poder ter um filho antes que seja tarde demais..tenho medo de largar os remédios e voltar a sentir tudo aquilo denovo..não quero..é muito ruim…a vida para né?
      obrigada pela ajuda

  4. Simone Alves

    Deixei o comentário acima, pois gostei e me identifiquei com matéria.

    Obrigada.

    At, Simone Alves

  5. Marco Filipe

    Eu tenho este problema de ansiedade desde que nasci, estou a tentar ultrapassar não tenho vergonha de o dizer os meus medos são foguetes, trovão e balões encontrei este blog e talvez veja a vida de outra maneira muito obrigado.

  6. monise estrela cardoso

    tive uma crise a ums 3 anos atras,e agora tem 1 mes que estou mal,sinto um bolo na garganta,meu pescoço doi demais meu ombro,meu braço e mão direita pinica e fica uma sensação de queimor,é horrivel penso muitas besteiras e acabo com mal estar…minha familia diz que não tenho nada que é coisa da minha cabeça…tudo começou depois que uma porta caiu na minha cabeça,entrei em panico na hora e depois disso venho passand mal sempre pois só penso em besteira,to lutando contra meus pensamentos ,mais tem horas que não da.to bem melhor.mas os sintomas vao e voltam,o medico fez ums testes disse que tava normal mais que iria passar uma tumografia pra eu não ficar pensando nada,o reesultado saiu dia 26/12/12mais ele vai ver dia 14/01/13,to muito ansiosa só penso besteira…aff!!!nao aguento mais

  7. Ricardo RJ

    O estado receptivo de abertura é possível de ser alcançado pelo ansioso.Com força de vontade,autoconhecimento e reforma de crenças equivocadas sobre si mesmo,como menos valia,rigidez e baixa auto estima entre outras.A terapia com psicólogo de confiança é fundamental para isso.

  8. Paula

    Engraçado com a gente se sente tão sozinho e tem tanta gente passando pela mesma crise, pelos mesmo sintomas.

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