As crises de ansiedade produzem uma turbulência corporal: aceleração cardíaca, tremores, falta de ar, suor frio, boca seca, tontura…o corpo parece dominado pelo caos.

Sentindo-se ameaçada, a pessoa vive alerta, monitorando o que sente, torcendo para que seu corpo fique “quieto”. Este medo das sensações corporais acentua tendências de dissociação, onde as reações corporais perdem sua conexão com as emoções e sentimentos e são vividas como estranhas e ameaçadoras.

Assim dissociada, a pessoa vê o que acontece de modo catastrófico. Ao invés de expressão da emoção, aquelas reações corporais são interpretadas de modo distorcido, como indícios de uma catástrofe iminente. Esta visão negativa aumenta a ansiedade, intensificando ainda mais as reações corporais.

É comum um alerta e um constante monitoramento do corpo, com certo desejo de “sair do corpo”, de não sentir mais nada. Instala-se um conflito interno e um medo das sensações e experiências somáticas.

Apesar do desejo de não sentir, de se afastar do corpo, o caminho que precisa ser seguido é o oposto, de habitar o corpo e voltar-se para o que se sente com uma nova atitude.

A atitude necessária é de aceitação do desconforto da experiência ansiosa. Assim se cria maior tolerância para o sentir, com menos medo das reações internas.

Toda técnica que ajude a observar as reações corporais – agradáveis ou desagradáveis – ajuda no processo de reconectar-se a experiência do corpo como fonte das experiências internas.

A sintonia interna com a experiência somática é fundamental para que os sintomas de ansiedade deixem de representar uma ameaça.

Identificada com o corpo, portanto menos dissociada, a pessoa vai aumentando sua tolerância as reações de ansiedade e vai aumentado suas experiência positivas.

Enraizar-se na experiência somática é um norte que deveria orientar os tratamentos dos transtornos de ansiedade.

11 Comments
  1. Sofia

    Bom dia,

    Escrevo aqui porque preciso desabafar com alguém. Não sei se serei lida, mas penso que o fato de escrever e deitar cá para fora o que sinto me fará bem…

    Chamo-me Sofia e tenho 38 anos. Sou de Lisboa e tenho um bebé lindo de 2 anos. O meu marido (nascido no estado do Rio de Janeiro) chegou a Portugal em 2001 e passado uns tempos, conhecemo nos no trabalho e casámos. Somos muito felizes.

    Tive até agora uma vida dificil, cheia de traumas, nasci com um problema congenito que me valeu a infancia e uma parte da adolescenci num hospital, tenho muitos complexos porque fiquei com um andar um pouco defeituoso e ja passei muito.

    Mas sou feliz! Sempre fui bem disposta e feliz!

    A vida seguiu e sempre fui e sou bem disposta!

    Casei e tive um bebe que tem agora 2 anos! Estava feliz da vida!!!

    Há um ano a minha mae morreu de cancro de mama, apos um ano de tratamentos. Muito degradante e muito rápido. Passados 4 meses o meu pai teve cancro na prostata. Ou seja nem tive tempo para fazer o luto da minha mae.. Ele fez o tratamento e aparentemente o bicho foi-se!

    Dia 25 de Outubro fez um ano da morte da minha mae e antecipei muito essa data! E aí sim, comecei finalmente a chorar. Não chorava. Não chorei por um ano

    Isto tudo para dizer que tenho transtorno de panico desde os meus 20 anos. Tomo medicação há uns 10 anos e não pretendo deixar de tomar. Se for a unica forma de ser feliz que seja.

    Na gravidez nao tomei, fiz o desmame rapido e tive ataques de panico qe me incapacitaram. Pensei que morria. Voltei a tomar e tudo ficou bem. Demorou uns bons dois meses mas acabaou por ficar bem…

    Em Agosto deste ano, ao levar o meu bebe para o colegio, (sou eu que conduzo pois o meu marido só tem licença para moto) tive um grande ataque de panico. Ai sim, pensei que ia morrer! O porquê não sei…

    Em geral venho eu e o meu marido de carro para o trabalho e levamos o bebe ao colegio, naquele dia fui sozinha e nunca mais voltei a ser a mesma.

    Não consigo conduzir sem ter o meu marido ao lado! Tenho medo de ter um ataque de panico com o bebe no carro e desmaiar ou morrer e ele ficar ali sozinho ou que alguém o leve!

    Claro que fisicamente está tudo bem, ja fiz todos os exames e mais alguns mas não me consigo convencer do contrário! Agora preciso do meu marido para conduzir e levar o bebé ao colegio!!

    Coitado! Ele tem sido um querido e faz tudo mas por exemplo, esta semana esta de ferias porque tinha dias a mais e tem que vir comigo e depois vir me buscar!

    AIIIII!!!!! Quando passará? Quando volatrei a ser eu mesma?! Forte! Decidida! Acho que preciso de chorar mais!

    Tenho tambem sentido muita despersonalização. Como se fosse espectadora de mim mesma! Parece que assisto ao que eu digo, parece que sou outra pessoa a falar comigo mesma mas sei que sou eu!
    São momentos passageiros e sei que está associado ao panico!

    Mas ando mentalmente muito cansada…

    Ando a ser consultada num psicoterapeuta que gosto muito e tem ajudado mas nem sempre consigo pôr em pratica!

    Será somente mais uma fase? Será um ciclo (parace que de dois em dois anos tenho dois meses por ano de ataques fortes???)

    Tenho medo de enlouquecer…

    Obrigada por este desabafo

    • Juliana

      Deus esteja conosco minha querida, está sempre conosco nao se esqueça, persevere…

  2. TOC, TOC

    Só pela direita me levanto
    Nunca deixo vazio um canto

    Antes da descarga dou sempre uma espiada
    Toda vez seco a pia, nunca a deixo molhada

    Jamais abro uma janela
    Nunca raspo a panela

    Na mesa sempre sento no mesmo lugar
    Mas nunca deixo a comida se misturar

    Sempre desato qualquer laço
    Nunca como o último pedaço

    Sempre confiro se tranquei a porta
    Nunca deixo qualquer chave torta

    De costas eu nunca ando
    Degraus? Vivo contando

    Só entro em um lugar com o pé direito
    Nunca voto em quem possa ser eleito

    Só saio por onde entrei
    Jamais admito que errei

    Com um gato preto eu jamais cruzo
    Em jogos a mesma roupa sempre uso

    As placas dos carros eu sempre somo
    Escovo os dentes toda vez que como

    Não passo pelas faixas das estradas
    Nunca atravesso debaixo de escadas

    Em igreja nova eu sempre entro
    Em banco de praça nunca sento

    Nunca dou um aperto de mão
    Abraço? Jamais, sem exceção

    Nas riscas das calçadas eu evito pisar
    Sempre me limpo se alguém me tocar

    Dou ao menos três checadas
    Se as janelas estão fechadas
    Se as luzes foram apagadas
    Se as TV´s estão desligadas

    Nunca deixo calçados virados
    Não jogo fora objetos usados

    A todo momento lavo minha mão
    Nunca deixo uma bolsa no chão

    Sob as camas dou sempre uma espiada
    Todas às vezes, conto a mesma piada

    Tudo o que falo, repito mentalmente
    Nunca rasgo embrulho de presente

    Enfim, como se vê,
    Algumas dessas coisas faço sempre igual
    Então, assim como você,
    Também não passo de uma pessoa normal

    • asm_corrêa

      Tristemente engracado e bonitinho.

  3. Leide Amaral

    Meu nome é Leide tenho 28 anos. Bom eu cresci em um lar desestruturado,Onde meu pai e minha mãe nunca me ensinaram o valor do ser humano, E nada da vida,E também me criei no sitio,Sempre morei em sitio quando era criança.E me matricularam em uma escola quando eu já tinha 12 anos,12 anos na primeira série isso não era legal pra mim,Pois a mais velha da classe era eu.E os demais alunos me zuavam por isso.E eu me sentia inferior as outras crianças que estudavam ali.Começou por ai. E nesse tempo meus pais e meus 08 irmãos ainda pequenos já morávamos na cidade,E as vezes eu tinha que faltar a escola pra cuidar dos meus irmãos pequenos.Pois minha mãe era muito estranha .chata e ruim ,quando fazia 07 meses que estávamos morando na cidade,Meu pai decidiu que iriamos voltar a morar no sitio,E não gostei muito,Mas o que podia fazer? nada,Dai foi que minha mãe não deixou mais eu estudar mesmo.Dai ela me obrigou a trabalhar com o meu pai na roça isso com 12 anos ainda,Nunca mais pude estudar ,eu me sentia muito mal por isso ,Eu via as meninas da minha idade estudar só eu que não podia ,E foi assim por mais por mais 07 anos ,Quando completei 19 anos decidi que eu ia voltar pra escola como de fato voltei .Mesmo sendo privada de fazer muitas coisas pelos meus pai ,eu era uma pessoa bonita inteligente,Mesmo assim eu me sentia inferior das outras pessoas em tudo eu me sentia assim.Á e antes quando completei 17 anos eu cai em depressão ,foi uma depressão muito forte,Mas graças a Deus melhorei.E com tudo isso que passei me tornei uma pessoa timida insegura.e outras coisas mais ,Começava fazer as coisas e nunca terminava,como cursos estudos até mesmo emprego eu não conseguia parar em emprego nenhum,E eu nunca entendia o porque de eu ser assim,Mas a semana passada comecei entender .Pois uma conhecida da minha irmã me ligou pra me oferecer uma vaga de emprego,o emprego era muito bom ,o salário o horário ,dai acabei indo ,fazia 03 anos que eu estava sem trabalhar .pois sou casada, Só que chegando lá no trabalho ,era uma empresa grande .conversar com os demais eu consegui. Mas não consegui trabalhar assim que os clientes iam chegando .Eu entrei em panico comecei tremer ,soar frio minha voz não saia,Por certo momento eu tentei me controlar ,mas não consegui não teve jeito ,liguei pra gerente que no caso tinha me dado a vaga de trabalho e explique o que estava acontecendo.Ela tentou me ajudar com palavras ,mas eu estava em panico ,não teve jeito fui embora.Chegando em casa eu me senti a pior pessoa do mundo ,senti tanta coisa que nem consigo descrever,Tive vontade até de morrer ,pois foi horrivel o que passei.E as outras funcionárias que estavam lá olhavam pra mim com cara de riso,mas também não é pra menos né .Depois de tudo isso decide que vou procurar ajuda ,Pois vi que não sou normal.Até decidi trabalhar pra enfrentar esse medo.Pois não que mais ter medo das pessoas ,o que vão pensar de mim . não quero mais me sentir inferior as outras pessoas .Quero ser uma pessoa normal ,Vou lutar pra isso.

    • CHANA SANTAL

      Olá leide. Chamo me Chana e tenho 32 anos.Estou passando a mesma coisa mas não consigo dizer a fobia que sinto à entidade patronal. foi uma amiga que me arranjou e entro em pânico. Além disso não sei se foi coincidência ou não mas comecei a desenvolver dores físicas no corpo( ouvido, cabeça e garganta) que não passa e os médicos dizem que não é nada. Mas as dores são tão reais. Terapias custam dinheiro e já não tenho coragem de sem dinheiro pedir mais aos meus pais…

  4. Carlla Mendes

    Olá a todos que aqui expoem seu sofrimento com o transtorno do pânico. Me chamo Carlla, tenho 26 anos e praticamente uma vida normal e boa. Estudo Direito, tenho dois filhos lindos,um marido atencioso e q amo. Mas há dois anos me vi sendo tomada por constantes crises de pânico, crises estas que começaram esporadicamente, o que me fazia pensar em outro tipo de patologia, depois elas ficaram tão intensas e frequentes a ponto de eu faltar as aulas semanas seguidas, quando eu me esforçava pra ir,ligava pro meu esposo assim q punha os pés na sala de aula pra que ele me buscasse pois a meu ver estava infartando,tendo um AVC, tendo uma embolia,tendo uma possessão,o que pudesse imaginar de pior eu imaginava e imagino,porém ao chegar em hospitais e ouvir dos médicos que a pressão estava normal,a saturação os batimentos,a oxigenação, enfim não havia nada de anormal fisicamente,era que eu me acalmava. Mas algumas vezes isso não bastava,eu ficava a noite inteira tendo sobressaltos,ao cochilar entrava em estado de pânico como se estivesse morrendo sufocada e me levantava de súbito. Já fiz exames de coração, diversas consultas,passei dias seguidos indo ao hospital e sendo recebida pelos enfermeiros como a louca que não tem nada e vai lá só pra dar trabalho a eles.

    Enfim, sei que é transtorno do pânico, mas não tenho meios de ir a psicólogos ou psiquiatras, também não os encontro de forma gratuita,o que me impede de começar um tratamento. Um clínico geral me passou Bromazepam, tomei por 15 dias, quando resolvi parar tive crises horríveis, tremores,língua pinicando,boca seca, visão turva,embaçada, parecia-me que uma nuvem estava a minha frente…

    Neste mês entrei de férias e as crises foram menores e menos frequentes,também estava em casa e isso me conforta muito. Mas o que creio estar passando é por uma pequena superação e auto domínio, pois estou conseguindo passar pelas crises sem me exaltar a ponto de ir às pressas pro hospital como fazia. Sinto o pânico,mas paro pra pensar que passo por isso sempre e que nunca morri tampouco fiquei internada por isso,então me esforço pra crer que vai passar,que não é grave,que é questão de foco,força e fé,começo a orar,procuro distrações e na maioria das vezes dá certo. A crise passa, e me vem uma sensação de superação,parece que algum dia conseguirei controlar as crises ao ponto de não mais tê-las… E isso é muito reconfortante.

    O que quero dizer é que, passo as mesmas coisas que todos passam, sofro muito, penso diversas vezes em desistir, por não aguentar mais esse incômodo, mas também descobri que só depende de nós, de nossa fé, nosso foco e esforço em não aceitar o que a mente quer nos obrigar a crer, não somos doentes terminais, não estamos à beira de um ataque mortal,apenas estamos sendo enganados, iludidos e feitos de tolos pelo nosso cérebro, que é poderosíssimo,mas não é invencível, nós podemos nos controlar, eu não uso mais remédios, prefiro as vezes um suco de maracujá, comprimido de passiflora que é natural e leve. E posso garantir-lhes que tudo começa com maus pensamentos e suposições sobre o q estamos vivendo naquele momento ou o que sentimos, as vezes um cansaço da jornada diária de trabalho e estresse a que somos expostos é interpretado por nós como um estado de alerta, de que estamos doentes ou pra morrer. Fujam dos maus pensamentos, cultivem os bons,nessas horas de crises foquem nos seus sonhos,imaginem realizando aquilo que é seu maior desejo ou sonho e nessa hora vocês verão a sensação de perigo ser sufocada pela sensação de extase e alegria diante da possibilidade de algo maravilhoso nos acontecer… Mesmo que não acreditem,pratiquem, várias vezes, vários dias, o controle é um hábito que se adquire com a constância, com o foco, com a persistência e com a vontade.

    Paz e saúde para todos nós…

    Quem quiser falar sobre isso deixo-lhes meu email carllamendes.direito@outlook.com , não sou médica, sequer estou 100% curada,mas já vejo minha situação com mais paz e esperança do que antes…

  5. Patricia

    Olá….meu nome é Patricia e tenho 18 anos, gosto quando me chamam de Ticy (meus ¨bisos¨ me chamavam assim). Eu descobri a síndrome do pânico a pouco tempo, hoje entendo as causas da mesma; é muito difícil lidar com o pânico, ainda mais não tendo apoio, em apenas um mês fui levada ao pronto socorro oito vezes, detalhe por pessoas desconhecidas a maioria das vezes, a minha madrinha duas ou três, meus pais são casados e tenho duas irmãs mais novas, tenho medo que a do meio entre no mundo da drogas e a pequena desenvolva, assim como eu o pânico…a família do meu pai é uma miscigenação de índios e negros e da minha mãe de portugueses e italianos, antes de casar minha mãe namorava um rapaz loiro, depois de um tempo o namoro acabou e ela casou com meu pai (eu acho), quando nasci loirinha de olhos verdes meu pai e principalmente os pais dele não gostaram de mim, claro não tinha e nem tenho nada a ver com ele, mais desde de criança cresci sofrendo preconceito da parte da minha própria família, a família da minha mãe sempre foi muito presente e o pai da minha mãe se tornou meu pai também, e o irmão da minha mãe também, eu sou de Pernambuco, e meu pai sempre viajava muito pra São Paulo, se alguém perguntar qual minha música, cor, lugar, animal favoritos ou o dia do meu aniversário….ele não sabe, o casamento dos meus avôs maternos acabou quando tinha de 3 a 4 anos e eles meio que disputavam minha atenção e ficavam magoados quando eu passava um tempo com um ou o outro..meu tio, aquele meu outro pai, que sempre cuidou de mim casou e foi embora…mais sempre tive meu biso Manuel que cuidava de mim, me dava a atenção que os outros não davam, mais ele já tinha 70 e poucos anos e começou a desenvolver Alzheimer, doía muito…logo, meu biso, que brincava comigo já não me reconhecia …e as vezes me confundia com sua mãe(dizem que com o passar com o tempo me pareço cada dia mais com ela ) ele e minha bisa eram separados, ela teve muitas doenças e se tornou cadeirante, mais ela era um luz na vida de quem a conhecia, ela era incrível…como na fazenda não tinha escola tive que ir morar no munícipio para poder estudar, e passei a morar com ela, aprendi muito com ela, mais quando eu tinha sete anos ela faleceu, eu era muito criança e não entendia porque ela estava dormindo dentro de uma caixa grande cheia de flores e todo mundo a sua volta chorando….hoje entendo, quando tinha oito anos meu pai voltou a morar no munícipio por causa da minha escola, ele gostava muito de jogar apostado e naquele dia tinha perdido muito dinheiro e me deu uma surra e deixou marcas nas costas, hoje sonho quase sempre com aquela noite em que não sabia porque apanhava, chorava e implorava para minha mãe me ajudar, mais ela tinha medo…. meu pai só parou de me agredir quando meu tio, e o pai da minha mãe , meus verdadeiros pais, brigaram com ele e que se ele encostasse um dedo em mim eles o matariam, e tudo na minha frente, vi por varias vezes eles brigarem e eu ser o motivo, minha mãe me culpava, quando ficava brava dizia que não era pra mim ter nascido, aos 11 anos nos mudamos para São Paulo, foi horrível fiquei longe dos meus avôs, dos meus amigos pra sofrer em uma cidade onde não conhecia ninguém…varias vezes fui agredida por ser nordestina, por ser bonita e por gostar de estudar, mais uma vez minha mãe me virou as costas, ela prefere o marido a filha, na verdade a mim, no ensino médio foi bom, muito bom, fiz muitas amizades….mais ai me formei… depois comecei a trabalhar numa lanchonete e o meu chefe começou a me assediar muito bobinha nem tinha percebido mais sua mulher sim…só faltou me mandar lavar a lanchonete com a escova de dentes…sai fui pra outro lugar….onde também fui assedia e por não fazer o que ele me pediu, ele me demitiu, muita sorte rs¨ depois fui trabalhar em uma recuperadora de crédito era a melhor funcionária, mais foi ai que comecei a ter as primeiras crises…quando fui pedir as contas via na cara das pessoas a vontade de rir..e até descobrir o que tinha sofria muito, e pior ainda descobri uma doença que podia acabar com o me sonho de ser mãe.. aliás é por esse sonho que ainda luto, quando conheci meu namorado… ele sempre foi muito parceiro e graças a ele minha mãe me olha com outros olhos, ela é louca por ele mais não foi assim no começo, ele me salvou 3 vezes quando já não tinha esperança, ele também se sentia só, excluído do mundo, e quanto mais tempo passávamos juntos mais nos gostávamos, todo mundo sempre teve medo do meu pai, mais ele não….teve coragem de dizer na cara dele que gostava de mim, e que enquanto ele estivesse vivo eu jamais estaria só, ainda hoje meu pai tenta me por pra baixo mais graças a Deus, tenho o meu Rafa, que sempre me valoriza, se é amor, não sei, e nem se que vai durar; esse próximo ano ele vai se dedicar ainda mais a sua carreira, apesar de já ter realizados muitos sonhos com ela, e eu vou começar a meu curso de jornalismo, finalmente a tempestade parece cessar. Mais como meus bisos sempre me dizem ¨atrás das nuvens, o céu é azul¨…..se alguém ler isso, essa é a mensagem que deixo.

  6. Ana Meire Farias Miranda

    Oi Gente,
    Me peguei derrepende escrevendo aqui, e diante desse texto me indentifiquei, pois há um mês acordei no meio da noite com falata de ar, vista embaçada, mãos suadas , coração acaelerado e uma sensação de perigo, medo, morte.
    Aquilo não passava e fui parar na emergencia. Lá o médico me examinou e disse que eu estava muito estressada, ansiosa e que precisava tirar férias. Passou um tranquilizante e me mandou embora para casa.
    Mas depois daquela noite minha vida não é mais a mesma. Tomo susto com qualquer barulho, vivo com medo de sentir novamente aqueles sintomas, o que já aconteceu umas quatro vezes dentro de um mês.
    Tento controlar, mas parece que é impossível.
    Esse texto exclareceu muita coisa para mim.

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