Os ataques de pânico são episódios de intensa ansiedade acompanhadas de reações corporais, pensamentos catastróficos e sentimentos de desamparo.

Geralmente, durante um ataque de pânico a pessoa imagina catastroficamente que suas reações sairão dos limites de uma simples reação emocional, transformando-se em algo muito pior como morte súbita, perda de controle irreversível, enlouquecimento etc. Apesar deste transbordamento nunca ocorrer, ele é sempre fantasiado e temido.

É como se alguém se sentisse a beira de uma abismo, podendo cair a qualquer momento, apesar de nunca cair pois este abismo é somente uma projeção do cinema 3D da mente.

Os ataques de pânico nunca ultrapassam o limite de uma forte reação emocional, não levam a loucura, não matam e sempre, sempre passam. Enquanto se teme estes cenários castróficos, se alimenta as reações de ansiedade, gerando mais ansiedade e aumentando a intolerância em sentir estas reações.

O desafio é aprender a olhar as reações no ataque de pânico como elas são, e não pelo cenário catastrófico que os pensamentos negativos imaginam que elas poderiam se tornar.

Através de práticas de atenção centrada e serena é possível encontrar a familiaridade dos ataques de pânico, nas reações que se repetem e nunca ultrapassam os limites de uma reação emocional, nem mais, nem menos.

Para isto é necessário praticar uma observação centrada e neutra da experiência interna, com uma atitude de aceitação e curiosidade. Em nossa prática começamos fortalecendo a atenção observando elementos neutros, como a respiração nas narinas, para depois de algumas semanas passar a observar os sintomas de ansiedade, mantendo a mesma atitude centrada de aceitação.

É importante que o centro da atenção – o “eu que observa” – possa se diferenciar dos pensamentos automáticos. Assim, no meio do caos de um ataque de pânico, o centro de atenção pode permanecer sereno, observando a turbulência interna, esperando ela passar, sem ser levado pelos pensamentos automáticos negativos e sem ativar o pavor de querer fugir daquele estado.

Neste processo, os ataques de pânico vão deixando de ser alimentados pelo medo de sentir medo. Com a prática desta atenção centrada e serena, os ataques de pânico vão se tornando suportáveis, diminuindo sua intensidade e deixando de ser vividos como uma ameaça de rompimento das fronteiras do eu.

5 Comments
  1. carlos henrique

    ola amigos gosto muito das abordagens deste site, e ai descobri o MINDFULNESS, que tem me ajudado muito. muito obrigado pelas relevantes informações. Carlos Hennrique Petrópolis/RJ

  2. Wall

    Estou nesse quadro de pânico estou sofrendo muito pensamentos negativos tô sempre achando que vou morrer o coração acelera. Não aguento mais

  3. wallace britto

    OLÁ, ESTOU PASSANDO POR MOMENTOS DE MEDO, TENHO FILHA ENTRANDO NA FACULDADE, SOU DIVORCIADO, ESTOU SÓ. sOU SERVIDOR PÚBLICO E ESTOU CEDIDO PRA OUTRO ÓRGÃO, PARECE QUE ELES PRECISAM MUITO DE MIM, MAS TENHO MEDO DE SER DEVOLVIDO AO ÓRGÃO DE ORIGEM , E NÃO SEI SE CONSIGO OUTRO NA MINHA CIDADE, AI TEREI DE IR PRA MAIS PRÓXIMA, MAS NÃO PRECISO MUDAR PRA LÁ, APENAS AUMENTARIA OS GASTOS, POIS TRABALHARIA SÓ 3 DIAS NA SEMANA. MAS CREIO QUE FICAREI AQUI MESMO, MAS ME DÁ MEDO. ALGUÉM PODE ME AJUDAR..SOU CRENTE.

  4. eli da silva lima welsing

    pra quem achar que isso não leva a morte devo dizer ,que sim pois eu perdi meu esposo,mesmo no tratamento,e coisa seria se cuida

  5. Anonima

    Triste demais essa doença. Nunca imaginei que aconteceria cmg. Sou enfermeira….conheço todas as patologias. Acho que e por isso e difícil pra mim até hoje aceitar que isso aconteceu comigo. Mas para todos que estão buscando ajuda….o Síndrome do Pânico acomete mais as pessoas bem sucedidas….esforçadas…e dedicadas com suas tarefas. Eu convivi com doença a vida inteira. Meu Pai teve AVC (acidente vascular cerebral) e eu desde que criança cuido dele. Ele morreu e a paixão pela Enfermagem ficou. Tive um relacionamento dificil….seguido de agressão fisica que me fez muito mal. Eu ….com medo….e movida pelo novo….mudei de cidade. Conheci uma pessoa…casei….engravidei….perdi o bebe com 4 meses….como fiquei sabendo que perdi? Fui fazer ultrassom para saber o sexo e descobri que ele estava morto ha alguns dias…..foi difícil. …quando estava aceitando a perda….começou a sair leite do meus seios…..outro baque….enfim…tentei levar a vida….ate ter 4 meses atras….q sofro de insonia e crises constantes de panico…esta difícil a luta….mas vamos agarrar com deus e ter fe….

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