A ansiedade é a emoção natural que aparece quando alguém se sente vulnerável, quando se sente ameaçado, impotente e incapaz para lidar com uma situação ou mesmo com as próprias reações. Geralmente as fobias e o transtorno de pânico começam como “crises de ansiedade” num momento de vulnerabilidade. Nestas primeiras crises a ansiedade passa a se associar a um fator concomitante, seja uma reação corporal ou um evento externo que passará, a partir daí, a funcionar como disparador de novas crises. No caso de uma fobia, uma situação externa ou objeto passa a funcionar como disparador de crises fóbicas, enquanto no pânico, uma reação do corpo passa a disparar os ataques de pânico.
Temos assim dois níveis: (1) o estado original de vulnerabilidade e desamparo e (2) a associação onde um objeto/situação/reação passa a ser associado à ansiedade. A partir deste momento sempre que o objeto objeto/situação/reação se apresenta, dispara uma resposta automática de ansiedade, iniciando uma crise.
Trabalhar eficazmente com o pânico ou com fobias implica em quebrar esta associaçõa para interromper a incidência das crises.
Porém a experiência clínica demonstra que em muitos casos é necessário ir além da supressão do sintoma, além da superação das crises. Precisamos ajudar a pessoa a chegar ao estado de vulnerabilidade e desamparo original, torná-lo suportável e, se possível, também compreensível dentro da história de vida da pessoa.
Chegar ao estado de vulnerabilidade e desamparo e encontrar outras saídas para sua expressão que não as crises de pânico ou reações fóbicas.

2 Comentários

  1. Lendo materias à respeito da síndrome do panico, da fobia social, de crises de ansiedade,pude perceber que apresento alguns sintomas descritos.Nesse texto ” Osofrimento com sentido: dos sintomas à vulnerabilidade” diz o que eu sinto e que, antes por ignorância não tinha consciência do mal que sentia e que havia dentro de mim.Passei vários anos , sentindo um medo do desconhecido , como se houvesse um monstro do lado de fora da caverna me esperando para me pegar.Ainda sinto esse sentimento de vulnerabilidade e desamparo dentro de mim.Tenho dificuldade em estar só, em me expressar diante de um grupo de pessoas e estou aprendendo a lidar com todos esses sentimentos, sensações e pensamentos que me desequilibram e me tiram a paz.Percebi que isto afetou minha vida, meus relacionamentos ou a falta deles e talvez por isso que tenha perdido a alegria de viver.Sempre fiz muita força para seguir adiante.Parecia que carregava algo muito pesado em meus ombros. Agora desisti de fazer força, de lutar contra esse medo.Estou encarando ele de frente e confesso que estou mais tranquila.Obrigada pelasinformações e por dizer coias que as vezes nem mesmo eu consigo identificar e reconhecer em mim mesma.

  2. Olá meu nome é Janaina lendo todos os comentários vi que alguém aqui pode me ajudar, então,sofro com esse mau a muitos anos pouco mais de 20 anos tenho 46 anos não perdir a esperança de ser curada ficar boa, sinto muito medo fico muito apavorada toda gelada sinto tremores horríveis tomava cloxazelan mas foi descontinuado me sentia muito bem mais agora estou tomando Rivotril e parece que tudo voltou fui para o psiquiatra hoje ele nem me deu muita atenção quando comecei falar ele já foi logo fazendo as receitas citalopran de 20 mg,+alprazolan de 0,5 mas não tomei ainda, queria que se alguém teve uma experiência com remédios naturais me ajudem pois estou sofrendo muito tenho crises todo os dias, obg

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